terça-feira, 13 de março de 2018

Francoralidade



A 12ª edição da celebração da Francofonia 2018 com tema “Oralidade” é celebrada em todo o país e as cerimónias centrais terão lugar em Nampula.O programa desta edição propõe concertos, cinema, teatro, desporto, literatura e ainda um diversificado leque de eventos pedagógicos tais como: conferências, jornadas de portas abertas e concursos.A programação é o resultado da participação dos parceiros da Francofonia em Moçambique, constituídos pelas embaixadas de países membros e observadores da francofonia-OIF (Argentina, Bélgica, Canadá, França, Marrocos, Suíça, Vietname), o Governo de Moçambique, as Universidades (UP,ISRI, UEM), as Associações (Associação Moçambicana dos Professores de Francês - AMPF), Associação Moçambicana dos Jovens Francófonos - AMOJOF), o Centro Cultural Franco-Moçambicano, o Instituto de Línguas, as Escolas secundárias Moçambicanas, a Escola francesa “Lycée Gustave Eiffel”, a Escola portuguesa, sem esquecer o apoio de diferentes patrocinadores (Movitel, Total, Namaacha e Hotel Cardoso).
A cerimónia central da celebração está marcada para dia 20 (Dia Internacional da Francofonia) no campus da UP em Nampula, com representantes do Governo e das Embaixadas assim como com a Madrinha para esta edição, a cantora Filomena Maricoa.
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Acompanhada do saxofonista Muzila e do percussionista Tony Paco, Lucrécia Paco, leva “Zambézia, 2061: La Cité de La Grande Revolution”, ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano.Com texto e encenação de Alain Kamal Martial,a obra é um monólogo musicado que pode ser encarado como uma poesia-manifesto por uma África futura. E apresenta-se como celebração de todo um povo. É, na verdade, o regresso às raízes, não para lamentar o passado, mas para celebrá-lo pelo heroísmo e desenhar novas utopias.Lucrécia Paco já também levou aos pacos outros monólogos de Alain Martial, como “A Mulher Asfalto” e “Epílogo do Ventre”.
“Zambézia, 2061: La Cité de La Grande Revolution” marca o regresso da actriz, depois de uma paragem pelos palcos.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Artistas, maiores embaixadores

Resultado de imagem para Ivan MazuzeIvan Mazuze, saxofonista moçambicana a viver na Noruega, não tem dúvidas: os escritores, pintores e atletas são os maiores e principais embaixadores culturais do país, porque, com o seu poder da representatividade, conseguem enaltecer a imagem de Moçambique. Nesta entrevista, Mazuze sintetiza a essência dos seus três álbuns (Ubuntu, Ndzunti, Maganda) e dos seus universos interiores, sem disfarçar a vontade de conquistar o mundo, por via da música.
É um artista do jazz, que faz do saxofone sua língua. Como é exprimir-se por via deste instrumento?
Para mim, o saxofone é a extensão do meu corpo para poder exprimir os meus sentimentos.
Quem lhe escuta, por exemplo, no seu último CD, Ubuntu (2015), sabe que canta a sua terra em “Inta Mutlhangela”. É uma forma de se sentir em casa?
Definitivamente, não só, mas também é uma forma de contar a minha história, origem e apresentar-me como africano e moçambicano.
Compõe a pensar na gente do seu país ou apenas preocupa-lhe ser um cidadão do mundo?
Componho baseando-me nas minhas vivências, lugares em que passo, literatura, acontecimentos históricos, tradição, pessoas influentes na minha vida ou experiência artística.
Como músico, tem preocupações de desafiar o seu público a experimentar uma dor fictícia, quando, por exemplo, toca “My Two Northern Lights” e “Talking to Myself” (Ubuntu), músicas taciturnas e melancólicas?
Sim, adoro melancolia como uma forma alternativa de expressão musical.
Ao mesmo tempo que o CD nos desafia a uma meditação, também consegue nos pôr num modo eufórico. São os casos de “Hamba Kahle” e “Dancing with Malala”. As suas músicas traduzem o estado de espírito em que se encontra a compor?
Sim, como africano tenho este lado eufórico com muita felicidade, dançante e expressivo. Acho natural para mim.
Ubuntué um CD com 53 minutos. O que mais lhe interessou transmitir nesse tempo?
Interessou-me transmitir uma mensagem do modernismo urbano africano.
Todos os seus álbuns têm uma música que os intitula. Há uma explicação?
Cada uma das musicas que intitula o álbum mostra uma assinatura performativa e conceptual de cada álbum em geral.
Às vezes lhe escuto e fico com a sensação de que as suas músicas deixam de exprimir muita coisa. Por exemplo, “Celina” e “Mosambik” (Ndzunti, 2012) ou “Felicidade” (Maganda, 2009). O que fica por dizer, depois da música ficar pronta?
Pois… de certa forma, alguns elementos inspiram-me a compor um determinado ritmo ou som. Por exemplo, a música “Celina”, a entoação e ritmo foram inspiradas pela minha querida avó, uma pessoa influente na minha vida. “Mosambik” é alegria natural do moçambicano em geral, a nossa forma de dançar. “Felicidade” é inspirada por uma das pessoas mais influentes da minha vida: a minha mama. Quando criança, dançava muito com a minha própria mãe e esta vivência influenciou-me a compor.
“Pé descalço” lembra-me um título de Casimiro Nhussi, “Sem sapato”. É uma condição de vida em causa?
Uma condição de humildade perante os desfavorecidos.
O que lhe dá tanto gozo quando toca o universo que tem dentro de si?
Finalmente consigo exprimir-me, exercendo a actividade pela qual tenho a maior paixão na vida.
No seu primeiro álbum, Maganda, encontramos um tema curioso: “Piece of Peace”. É a demonstração de um desejo?
Realmente, procurando um pedaço de paz pelo qual possa trazer harmonia e tolerância no nosso universo.
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Se colocasse a questão nos seguinte termos: tocar é uma forma de voltar a casa ou de conquistar o mundo, o que diria?
De conquistar o mundo, pois o mundo das artes performativas deseja, de certa forma, uma contribuição única de novas tradições.
Há dois temas de Maganda que me despertam muito interesse: “Inkomo tatana” e “Shangana tsonga”. Quais são as estórias destas músicas?
“Inkomo Tatana” foi escrito e dedicado ao meu pai como guia/embaixador do fundamento da minha carreira académica, tornando-se, assim, um visionário no meu ponto de vista. “Shangana Tsonga” é dedicado ao meu grupo étnico, changanas, uma mistura dos povos Nguni, sul-africanos e locais Tsongas, do Sul de Moçambique.
Quais são as áreas de estudo que lhe interessam na sua área académica?
Música tradicional na religião Africana, especificamente em Moçambique e África do Sul.
Que perde e ganha por estar a fazer música fora do seu país?
Perco o diário consumo da nossa linda música tradicional. Ganho uma enorme experiência e conhecimento sobre a indústria internacional e acesso a diversas e interessantes tradições pelo mundo fora.
Moçambique tem grandes nomes do afro jazz e de outros estilos no estrangeiro. Acha que conseguem comunicar?
Sim, com certeza. Nos meus vários projectos e bandas já contribuíram alguns influentes músicos moçambicanos, como Childo Tomás, Deodato Siquir, Isildo Novela e mais.
E essa representação no estrangeiro consegue enaltecer a imagem do país?
Com certeza! Os maiores e principais embaixadores culturais do pais são os artistas, escritores, pintores e atletas.
O que lhe falta tocar sobre o seu país?
Muito, pois o nosso país é rico e muito diversificado culturalmente e linguisticamente, que há tanto que explorar ainda.

Perfil

Resultado de imagem para Ivan MazuzeIvan Mazuze é saxofonista, compositor e membro do Conselho para Representante Oficial de Música e Dança Folclórico Internacional e Nacional na Noruega.  Igualmente, é líder artístico para o Førdefestivalen, Festival de música tradicional e músicas do mundo; Representante e Embaixador Cultural para Noruega na Diáspora do Género World Jazz através das Organizações Music Norway, Arts Council Norway e Forum de Jazz da Noruega.



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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

“Kumallemo"

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Algumas destacadas obras do artista zambeziano, Kumallemo e outros 39 conceituados artistas plásticos de Moçambique estão numa exposição colectiva, inaugurada na última sexta-feira, 15 de Dezembro, na Galeria Orígenes del Gran Teatro, em Havana. Esta exposição surge no âmbito da expressão de amizade entre os dois povos que mantêm laços históricos de fraternidade.
Imagem relacionadaSegundo Kumallemo(de Chapéu), esta constitui uma das maiores surpresas que teve na sua carreira artística no corrente ano. As obras plásticas em exposição abordam o quotidiano das pessoas. A mesma fonte refere que esta exposição alavanca a promoção das artes para o mundo, e neste momento se encontra reforçado com a repercursão excelente do seu trabalho nestas exposições, que para além de Cuba, estão expostas também no Museu de Arte e Casa em Maputo.
A página oficial do Fundo Cubano de Bens Culturais, escreve que a exposição "Arte moçambicana em Cuba" oferece um panorama de manifestações como pintura, escultura, fotografia, cerâmica, gravura bem como a presença, pela primeira vez em Cuba, do trabalho de Malangatana Ngwenya, um artista de grande reconhecimento no campo das artes visuais em Moçambique, que faleceu em 2011.

Resultado de imagem para Miguel Costa MkaimaDe acordo com Miguel Costa Mkaima, Embaixador de Moçambique em Cuba, a exposição faz parte de um acordo assinado entre o Ministro da Cultura e Turismo, Silva Armando Dunduro, e o Ministro da Cultura cubano, Abel Prieto Jiménez.
Resultado de imagem para Abel Prieto Jiménez.
Sobre a relevância desta exposição Mkaima disse: "as artes plásticas carregam consigo as expressões mais profundas dos povos: liberdade, luta, alegria; Eles servem para mostrar aos cubanos como os moçambicanos vivem, pensam e organizam e constituem uma ponte cultural, não teórica, mas prática e visível''.

Desta forma, Moçambique e Cuba continuarão a estabelecer ligações de amizade através de uma das mais belas expressões humanas: a arte.


Supero os problemas, cantando

O efeito moralizante da música é uma realidade que muito interessa Assa Matusse, cantora que deu seus primeiros passos nos concursos da Stv. Falando sobre o seu CD de estreia, + Eu, a artista assume, nesta entrevista, que canta para exaltar a necessidade de se ser optimista e para se tornar parte da solução dos problemas que afectam as pessoas.   

+ Eu é o título de uma música sua, que intitula o seu CD de estreia. Que sentimentos seus esta música e este álbum traduzem?
Resultado de imagem para Assa MatusseTraduzem sentimentos ligados à necessidade de sermos optimistas, com capacidade de investirmos na superação dos nossos próprios problemas. Pensei na música que dá título ao CD quando tinha por aí 16 anos. Na altura, estava numa casa de pastos, onde também se encontrava uma moça que hoje também canta. Não vou dizer o nome, mas lembro-me que o tio dela magoou-me muito quando me disse que a sobrinha dele cantava melhor do que eu. O que mais me afectou foi a forma como ele me disse. De tão chocada que fiquei, no dia seguinte, fiz esta música. E, hoje, este álbum é uma das minhas grandes conquistas.
 É daquele tipo artista que faz das circunstâncias negativas uma razão para alcançar novas metas?
Com certeza. Por exemplo, neste CD, tenho músicas que escrevi quando estava na Noruega, num contexto que me sentia triste e com saudade de casa. Por exemplo, por causa das dificuldades que nos acontecem quando estamos no estrangeiro, escrevi “Phenomenal Woman”, afinal, apesar de tudo, eu estava lá e, a minha maneira, consegui representar bem o nome do meu país.
 E acha que é uma mulher fenomenal?
Pode parecer um cliché, mas acredito que sim, e todas as mulheres também são. “Phenomenal Woman” não é apenas Assa Matusse, mas são as mulheres batalhadoras.
 Assume que existe uma relação estreita entre si e as estórias cantadas no CD?
Sim, porque sempre tive esta mania de falar de mim nas minhas músicas, das coisas que eu vivo ou presenciei. É algo automático, tanto que, quem me conhece, quando ouve as músicas, consegue saber de que situações me refiro.
 Uma das músicas que mais lhe marca no CD é a segunda. O que significa para si ser “Menina do bairro”?
Não é fácil, porque algumas oportunidades lá não chegam. Costumo dizer que no bairro ou tu morres ou tu vives. E, a ideia de morrer, aqui, é no sentido de, estando-se vivo, não se goza a vida com a qual se sonha. Já que as coisas no bairro não são fáceis, há muitas coisas que nos aliciam rumo à procura de um mundo das maravilhas.
 Escreveu a música a pensar num bairro em particular?
Sim, escrevi a pensar no bairro de Mavalane “A”. A música é especial por isso, porque, além de falar de mim, fala do meu bairro também. Eu acredito que as pessoas de Mavalane, quando ouvem esta música, identificam-se, porque o que eu vivi tantos outros viveram.
Resultado de imagem para Assa Matusse Preocupa-lhe a ideia de pensar, não apenas nos problemas de um bairro isolado, mas de um país inteiro, por via da música?   
Com certeza. Nós temos de passar a informação. Mesmo que se diga que é um cliché, devemos informar e eliminar as barreiras que a sociedade, no caso das mulheres, impõe. Aliás, eu própria sou alvo de preconceitos desta sociedade que escolhe o que devemos ou não fazer. Mas eu não cedo a esses atritos que, quase sempre, são provocados pelas mulheres, que comandam o mundo.
 Uma das músicas que bem mexe com a emoção neste CD, também pelo carácter pausado e de revolta é “Nitxitxile”. A que se deve essa mudança?
Na verdade, esta música primeiro foi escrita pelo meu pai (Raimundo Matusse, que trabalhou nas minas da África do Sul). Infelizmente, ele não a levou além porque, como digo, não resistiu à pobreza. No tempo dele, era muito mais difícil viver de música do que hoje. Na versão do meu pai, a letra retrata apenas coisas boas. Por exemplo, ele não retrata sequer o facto de os sul-africanos maltratarem os moçambicanos e gente de outras nacionalidades africanas. Quando refiz a música, achei importante retratar o lado negativo também, trazendo os factos como são, actualizados, escrevendo em changana e em zulu porque, assim, se eles escutarem, vão poder perceber o alcance da mensagem.
 O CD tem um teor moralizante. Por exemplo, a música “Sorria”, que nos diz: “a luta é indispensável”. Vê a vida como obstáculo a ultrapassar?
Esta é uma das músicas que me toca muito ao cantar, mas a letra poderia ter sido bem melhorada. Como foi a primeira música a escrever, apesar do palavreado que não foi bem conseguido, muito ingénuo, tendo conseguido passar a mensagem, resolvi inclui-la no CD. Por exemplo, já não me vejo a dizer “meu irmão” numa música. Mas não me envergonho, apesar de tudo.
 Na mesma música, defende a necessidade do sorriso e temos uma voz que nos diz: “o país precisa de gente activa”. Só um sorriso basta?
Muitas vezes, um sorriso basta. Se estamos tristes, transmitimos energias negativas às pessoas. Um sorriso pode mudar a vida de uma pessoa que, num momento, se encontra bem triste.
Imagem relacionada Há três pessoas a quem agradece neste CD. Seu pai, Júlio Silva e Zé Pires. Sem eles o trajecto musical teria ficado mais difícil?
Graças ao meu pai, que cantava para mim, quando pequena, fui-me interessando pela música. Mas, paradoxalmente, se dependesse dele, hoje eu não estaria na música. Apesar do meu pai gostar da arte, no princípio, foi contra a minha escolha. Eu entendo. Todo pai quer o melhor para o filho e, como não deu certo com ele, julgou que o mesmo poderia acontecer comigo. Júlio Silva puxou muito por mim, quando estava no Tribo Júnior. Ele foi a primeira pessoa que entende de música que me elogiou. E isso marca-nos muito. Zé Pires foi quem financiou o CD e estou muito grata a ele por ter confiado em mim. 
 Quando entrou para o Tribo Júnior da Stv, era nova. Visualizou este horizonte na altura?
De certeza que não. Na altura era mesmo a emoção de estar na tv, cantar e divertir-me quando as pessoas me reconheciam na rua. Quando saí do Tribo Júnior, eu disse para mim mesma que o concurso ainda não havia me dado algo de concreto. Claro que me permitiu, com o prémio, conseguir uns sofás para casa e coisas assim. Eu queria continuar a cantar. Como fazer isso? Entrei para outro concurso da Stv, Super Tardes e, também graças a isso, consegui este CD.
 Quis que este CD purificasse quem escuta por via de lágrimas?
Isto é curioso, porque eu nem sou melancólica, mas, quando se trata de música, as sonoridades desta natureza atraem-me mais. Nada projectado. Não pensei no estilo que canto nem nada disso. Ainda estou em descobertas de mim mesma, a descobrir estilos com os quais me identifico.
Resultado de imagem para Assa Matusse Uma das músicas que mais me interessa neste CD é “Nsinyene”. Como acontece este som?
Inspirei-me numa das músicas de meu pai, na qual temos um sujeito que diz que é órfão. No processo de gravação, apareci com essa melodia e foi muito aplaudida. Já gostei muito desta música, mas acho que há alguns aspectos técnicos que poderiam ter sido melhorados. Neste momento, acho que uma das que mais mexe comigo é a “Crazy”.
  “Carinho de mãe” é uma música que elogia as mães do mundo. É resultado de uma saudade ou é de reconhecimento que se trata?
É mais reconhecimento de tudo que as mães fazem por nós. Quem tem a sua mãe vida (ou não) sabe do que estou a falar.
 Prefiro ouvir-lhe a cantar em línguas bantu do que em português ou inglês. Tem alguma preferência nesse sentido?
Também prefiro ouvir-me a cantar em changana. Descobri isso com o tempo. Antes, queria apenas ser diferente. Mas, mais tarde, percebi que saia melhor quando cantasse em changana.
 É uma questão identitária ou sonora mesmo?
Acho que é sonora. Gosto de ouvir o changana na música. Quanto ao português, apenas canto, mas não me identifico, não é espontâneo e nem é profundo.
Entra para a lista dos que, comoDireStraits, por exemplo, cantaram “Romeu e Julieta”. Há uma explicação?
Resultado de imagem para Assa MatusseEsta música não foi composta por mim. Desde o início, nunca tive vocação para cantar o amor. Sempre me foi difícil. A minha família é reservada e, pela educação que tive, nunca me imaginei sentada a escrever sobre o amor. Por exemplo, acho que até hoje não me sentiria à vontade em cantar esta música em frente ao meu pai. A música foi escrita por Deltino Guerreiro.
 O que mais lhe move, no que à música diz respeito?
Estar em palco é uma coisa que mexe com o corpo e alma toda. É simplesmente fantástico projectar um concerto. Estar em palco é o principal porque lá sinto-me a fazer o que gosto. A interacção com o público é especial.  
 Por que canta, Assa Matusse?
Canto simplesmente porque a música me escolheu.
 Sugestões artísticas para os leitores do jornal O País?
Sugiro Agarra-me o sol por trás, de Tânia Tomé.

Perfil

Assa Matusse nasceu em 1994, na cidade de Maputo. Ainda nova, participou no concurso Tribo Júnior (1°lugar) e Super Tardes (3º lugar), da STV. Participou, igualmente, no UMOJA. Foi Prémio revelação feminina no Ngoma Moçambique 2013 e participou no concurso internacional “The Voice of Pangea”, realizado em Madrid, Espanha, ano passado. + Eu é seu CD de estreia.